Adaptar-se ao envelhecimento garante mais qualidade de vida na terceira idade

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Ter uma terceira idade feliz depende de vários fatores, mas principalmente da forma como o idoso se percebe nessa fase da vida e da sua capacidade de se adaptar as mudanças e transformações próprias do envelhecimento.

A capacidade de poder realizar as atividades cotidianas, desde as mais básicas como alimentar-se, tomar banho e andar, até as mais complexas como administrar as finanças e realizar atividades de lazer são fundamentais para uma vida plena. Para isso o idoso precisa estar com suas plenas capacidades físicas, mentais e emocionais, a fim de poder cuidar da própria vida e dar sentido para a própria existência.

Para algumas pessoas há o medo da velhice, da solidão e o senso de sentir-se menos competente para realizar suas atividades cotidianas ou sua capacidade de tomar decisões e governar sua vida influencia na maneira como cada um enfrenta e vive o envelhecimento.

Idosos que não conseguem se adaptar a essas mudanças acabam se isolando socialmente diminuindo a interação com outras pessoas, o que pode levar a perda da satisfação com a própria vida, do prazer e da motivação, comprometendo suas capacidades físicas, intelectuais e emocionais.

Para os indivíduos que apresentam alguma doença crônica, como diabetes, colesterol alto, artrite reumatoide, hipertensão, adaptar-se ao processo de envelhecer juntamente com essas doenças pode ser mais trabalhoso, mas não impossível, além de ajudar a diminuir o impacto da doença na qualidade de vida e evitar maiores comprometimentos.

É necessário reavaliar as possibilidades, redefinir metas e alterar estratégias de enfrentamento do ambiente e dos próprios sentimentos para poder se adaptar as novas demandas dessa fase da vida e vive-la da melhor maneira possível, mesmo que acompanhada de doenças crônicas e limitações físicas.

Com o aumento geral da população idosa, torna-se importante garantir aos idosos não apenas maior longevidade, mas felicidade e satisfação com a vida. Pesquisas são realizadas no mundo todo com o objetivo descrever os fatores associados ao grau de satisfação com a vida entre a população de idosos.

Um estudo recente publicado, em janeiro de 2014, no Canadian Medical Association Journal pesquisou a relação entre o prazer com a vida e o declínio da função física em idades mais avançadas. Participaram 3199 homens e mulheres com idade acima de 60 anos.

Nesta pesquisa foi verificado que pessoas que tem mais satisfação com a vida, ou seja, que expressam sentimentos de felicidade e prazer vivem até 8 anos mais e em condições físicas melhores do que as pessoas que não estão satisfeitas com suas vidas.

Em 2012, um estudo realizado por pesquisadores da University College London (UCL), no Reino Unido, conclui que os idosos que gostam da vida tendem a viver mais e com uma condição física melhor do que os indivíduos infelizes. Os pesquisadores avaliaram até que ponto eles tinham dificuldade em realizar atividades diárias, como tomar banho ou se vestir, o estudo descobriu que as pessoas que tinham um baixo senso de bem-estar foram três vezes mais propensas a ter problemas em realizar atividades diárias.

O estudo mostra que pessoas em idades avançadas e que estão felizes e aproveitam a vida mostram declínios mais lentos na capacidade física. Ou seja, conseguir adaptar-se as mudanças ao longo do processo de envelhecimento e encontrar formas alternativas de aproveitar a vida e ficar feliz com o que realiza contribui para uma vida mais longa e saudável.

Escrito por Roberto Miranda Geriatria – CRM 64140/SP, em conjunto com Mariela Besse, terapeuta ocupacional do Instituto Longevità. Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Afiliada à Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo. Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Fonte: minhavida.com.br

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A Confusão Mental dos Idosos

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Arnaldo Lichtenstein é médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele tem algumas simples recomendações, porém muito importante para você e quem você quer bem:

“Durante as aulas de clínica médica que ministro aos estudantes do quarto ano de Medicina, a certa altura, faço a seguinte pergunta:

  • Quais as causas mais comuns de confusão mental nas pessoas idosas?
  • Alguns tentam adivinhar: “Tumor no cérebro”.
  • Eu respondo: “Não”.
  • Outros arriscam: “Mal de Alzheimer”.
  • Novamente, respondo: “Não”.

A cada negativa os alunos vão demonstrando espanto…. E ficam ainda mais boquiabertos quando menciono os três motivos mais comuns:

  • Diabetes fora de controle;
  • Infecção urinária;
  • A família foi passear e deixou o avô e a avó em casa, para não se cansarem.

Embora pareça brincadeira, não é não! Como o avô e a avó não sentiram sede, não ingeriram líquidos.

Quando não há ninguém mais em casa para lembrá-los de tomar água, chá ou um suquinho, eles desidratam-se rapidamente.

A desidratação pode vir a ser grave, afetando todo o organismo. Pode causar confusão mental repentina, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, angina (dor no peito), coma e até o óbito.

Atenção: isso não é brincadeira. O processo natural de envelhecimento faz com que, na terceira idade – que começa aos 60 anos – tenhamos pouco mais de 50% de água no organismo. Portanto, os idosos têm menor reserva de líquidos.

Para complicar mais o quadro, mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água porque, muitas vezes, há certa disfunção nos seus mecanismos de equilíbrio interno.

Conclusão:
As pessoas idosas desidratam-se com mais facilidade não apenas porque têm menos reserva de água, mas também porque não se dão conta de que necessitam de água. Mesmo que o idoso seja saudável, a falta de líquido reduz o desempenho das reações químicas e funcionais de todo o organismo.

Por esse motivo, aqui estão dois alertas:

  1. O primeiro é para as pessoas idosas: fiquem bem conscientes do hábito de tomar líquidos, mesmo no inverno. Por líquido entenda-se água, chás, água de coco, melancia, sucos, melão, abacaxi, tangerina, gelatina, laranja, leite, sopas… O importante é, a cada duas horas, ingerir um copo ou uma xícara com líquido. Lembrem-se bem disso!
  2. O segundo alerta é endereçado aos familiares: ofereçam, com bastante frequência, líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, prestem atenção. Caso percebam que estão rejeitando líquidos e, que, de repente, ficam confusos, irritadiços, alheios ao que se passa ao redor, cuidado! É quase certo que sejam sintomas de desidratação. Deem-lhes líquidos e procurem logo atendimento médico”.

Fonte: tudoporemail.com.br

VAI VIAJAR ? NÃO DEIXE DE LER ESSA POSTAGEM!

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A melhoria da qualidade de vida e o aumento da atenção à saúde hoje dão às pessoas uma “terceira idade” bastante saudável e ativa, inclusive nas atividades de diversão e lazer, como por exemplo as viagens. Se na juventude o dinheiro era pouco e na fase adulta o tempo era escasso e os compromissos muitos, a maturidade é o momento certo para concretizar os sonhos que ficaram de lado ao longo da vida. Afinal, a carreira profissional já está consolidada, os filhos criados, as finanças estabilizadas e muitas pessoas, inclusive, já estão aposentadas.

Como é natural, mas nem por isso é limitante, em alguns aspectos a pessoa mais vivida tem necessidades diferentes das que tinha quando era jovem, mas nada que a impeça de “correr” o mundo, seja pelo interior, praia, montanha, capitais ou grandes centros turísticos e comerciais. Basta conhecer a capacidade física pessoal, as características e infraestrutura existente nos locais que escolher como destino e planejar tudo – do roteiro ao calendário e  a quanto se pode pagar por essa felicidade.

Ficou animado? Então, veja nossas dicas, arrume as malas e boa viagem!

1. Se informe bem sobre o destino

Quem é jovem não se preocupa nem incomoda diante de imprevistos que surgirem em uma viagem. Tudo pode ser transformado em uma emocionante e divertida aventura, vivida com o mesmo entusiasmo com que se enfrenta os desafios de um jogo virtual.

Mas para quem já passou dos cinquenta ou sessenta, costuma não ser bem assim. Normalmente essas pessoas preferem um pouco mais encontrar o que haviam previsto, sem necessidade de esforçar-se para contornar o solucionar o que não estava em seus planos.

Por isso é muito importante, antes de definir um roteiro de viagem, informar-se bastante sobre os lugares que serão visitados: modo de chegar, costumes e tradições, condições de transporte, locomoção e acomodação,  clima, alimentação, estrutura urbana de comércio e serviços e coisas assim.

Para ter essas informações, você pode pedir a opinião de quem já conhece os locais que estão te interessando e fazer pesquisas na internet para saber tudo o que precisa sobre aqueles destinos.

2. Procure lugares parecidos com o seu perfil

A menos que sejam muito chegadas a aventuras, geralmente, as pessoas mais vividas não se dispõem a por a mochila nas costas e pedir carona na beira da estrada e sair a correr mundo, dormindo em barracas de camping ou hosteis. Como dissemos, a idade traz algumas exigências…

Assim sendo, uma vez conhecendo seus interesses de viagem e o que mais chama sua atenção nos lugares que você visita, dedique algum tempo a pesquisar sobre os destinos que melhor se adequam às suas vontades, inclusive em relação às estruturas de alimentação e acomodação.

Dependendo das características do “turista maior de 60”, resorts, hotéis fazenda e pousadas podem ser a melhor opção de hospedagem porque oferecem uma infraestrutura completa, que concentra várias opções de diversão e serviços no mesmo lugar, dispensando a necessidade de deslocamentos frequentes, como por exemplo para se alimentar.

3. Se prepare com antecedência. Inclusive financeiramente

Quanto mais completa a estrutura da viagem e maior o conforto desejado, maiores serão os custos desse “empreendimento” de diversão, descanso e lazer.

Isso faz com que, dependendo do nível de exigência, a viagem tenha que começar a ser planejada com  relativa antecedência, inclusive financeiramente. Incluir um item com essa finalidade no orçamento, pelo tempo em que se pretende fazer a reserva, é uma atitude que ajuda bastante a atingir esse objetivo, pois facilita que o valor seja retirado das receitas logo que receber o pagamento.

Para evitar que o dinheiro que for sendo reservado seja afetado pela inflação, perdendo o valor de compra, convém aplicá-lo em uma modalidade segura, resgatável no prazo que você precisa. Mesmo que os rendimentos sejam modestos, já farão diferença para o bem de seu bolso.

4. Leve boas companhias para trazer boas lembranças

Se na rotina do dia a dia é bom ter ao nosso lado pessoas agradáveis e interessantes, que nos fazem sentir bem e à vontade, imagine nas situações em que percorremos lugares novos, vivendo coisas diferentes daquelas a que já somos acostumados.

Por isso, é sempre bom ter nas viagens a companhia de alguém com quem temos grande afinidade, pois isso facilita bastante a troca de impressões e comentários e, até mesmo, favorece a solução de algum imprevisto. Quando se trata de parentes ou grandes amigos, tanto a experiência quanto as lembranças da viagem se tornam melhores e mais fortes ainda.

5. Faça um checklist e não esqueça nada

Bagagem. Nada pior do que carregar malas pesadas. Mas também nada pior do que, ao chegar ao destino, perceber que esqueceu em casa coisas importantes que farão muita falta.

Para evitar que isso aconteça, o melhor é fazer, quem sabe uma semana antes da viagem, uma lista do que você precisa levar, para o período em que estará ausente, levando em conta as características do lugar para onde você vai e as atividades que pretende desenvolver: o clima, a geografia, os passeios turísticos que pretende fazer o os programas culturais que pretende realizar.

Além de roupas e calçados, esta lista também deve relacionar medicamentos de uso diário e eventuais e outros itens relacionados a saúde, pois não se pode ter certeza de que eles serão encontrados facilmente em caso de precisão durante a viagem. Fazer a lista ajuda também a não levar objetos desnecessários ou em quantidade excessiva, evitando assim excesso de bagagem. 

Mas atenção: faça a mala observando tudo o que relacionou na sua lista de viagem. Desse modo você evitará esquecer coisas importantes, o que, ao chegar no destino tão sonhado, te fará perder tempo e humor.

Gostou dessas dicas de viagem? Então, compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude mais pessoas a preparar a próxima e feliz aventura!

Boa viagem !

Fonte: Economia dia a dia

Dicas para cuidar de sua pele na terceira idade

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Com a chegada da terceira idade começamos a notar os sinais do processo natural do envelhecimento do corpo. A mais evidente dessas manifestações se dá na pele, que de uma certa forma, com suas rugas, manchas e sardas, conta a história de nossas vidas. A chamada pele “madura” merece respeito, e cuidado redobrado. Ela já sofreu com muita exposição ao sol, os efeitos da poluição, já perdeu boa parte das fibras de colágeno e elastina, ficou mais fina e mais suscetível a ferimentos. Mas você não precisa se assustar. Veja abaixo SEIS dicas para retardar o envelhecimento e conquistar uma pele mais bonita, viçosa e, principalmente, mais saudável.

Primeira dica: use protetor solar, mesmo em dias nublados. O protetor solar age como um filtro contra os raios ultravioleta e inibe ou retarda os sinais do foto-envelhecimento, além de ser a principal arma contra o câncer de pele. Se possível, evite a exposição solar prolongada ou entre as 10:00 horas e as 16:00 horas, quando a incidência dos raios solares é mais intensa.

Segunda: evite banhos quentes e demorados, pois eles ressecam a pele em demasia. Depois do banho, use sempre creme hidratante, que impedirá a perda excessiva de água através do suor. Evite também o uso de esponjas e escolha sabonetes que ajudem a manter a pele hidratada.

Terceira: beba muita água. Dois litros por dia é o normalmente recomendável. E consuma alimentos com alto teor de líquidos, vitaminas e minerais.

Quarta: evite o consumo de álcool e o cigarro. Ambos são bastante prejudiciais à saúde da pele, pois estimulam a formação de radicais livres. Sem falar que ainda afetam os sistemas nervoso, respiratório e digestivo, facilitando o aparecimento de doenças.

Quinta dica: se tiver tempo e recursos, alguns procedimentos estéticos de limpeza de pele podem ser uma boa opção. Sejam químicos, mecânicos ou a laser, eles eliminam sujeira, células mortas, promovem a renovação celular e reorganizam as fibras de colágeno, conferindo maior sustentabilidade e elasticidade à pele.

Sexta e última dica: não use qualquer produto que aparecer à sua frente. O que é bom para sua amiga pode ter efeito contrário sobre o seu organismo! Procure um médico dermatologista para orientação. Ele fará recomendações específicas para o seu tipo de pele e para o tipo de problema que está te incomodando.

E aproveite que você já chegou à terceira idade e, com a experiência dos anos, tornou-se mais sábia: ensine aos seus parentes mais novos (filhos, sobrinhos e netos) que os cuidados com a pele devem ser tomados desde a infância. O quanto antes tratarmos dela, melhores serão os resultados.

Fonte: http://www.fsfx.com.br

Conselhos para chegar aos 100 anos com saúde e disposição

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Chegar aos 100 anos pode ser o desejo de muita gente, mas mais importante do que completar um século de vida, é viver muitos e muitos anos com saúde e disposição. Embora nenhum país tenha uma expectativa de vida tão alta, algumas pessoas conseguem driblar as estatísticas e ter uma velhice longa e saudável.

Mas como completar 100 anos de vida de maneira plena?

Não existe uma fórmula mágica, o que existem são alguns ensinamentos que podem ser seguidos principalmente vindos de quem conseguiu tal proeza de forma satisfatória. E o médico japonês *Shigeaki Hinohara é um bom exemplo a ser copiado.

Ele viveu até os 105 anos fazendo o que mais gostava: trabalhando e ajudando o próximo. O especialista é um dos responsáveis por colocar o Japão no topo do ranking dos países com a maior longevidade de vida. Por lá, a média é de 85 anos; no Brasil não chega a 75 anos.

Hinohara deixou um legado importantíssimo de como envelhecer bem. Ao longo de sua vida, concedeu centenas de entrevistas ensinado o segredo de como chegar aos 100 anos plenamente. Em uma delas, ao jornal The Japan Times, o médico listou os conselhos que ele mesmo seguiu para ter tanta disposição mesmo sendo um centenário. Confira a seguir, alguns de seus ensinamentos:

1 – Não se aposente tão cedo

Hinohara trabalhou até bem pouco tempo antes de sua morte e mantinha uma jornada de 18 horas por dia. Para ele, o trabalho gerava satisfação e satisfação anda de mãos dadas com a felicidade. Sentir-se útil para algo ou principalmente para alguém ajuda o corpo e a mente não padecerem. Uma de suas grandes alegrias era ministrar palestras repassando seus conhecimentos para outras pessoas.

2 – Preocupe-se menos em comer e dormir bem, divirta-se

De acordo com Hinohara, as pessoas deveriam viver como as crianças que esquecem a hora de comer ou de dormir e priorizam as brincadeiras e a diversão. O melhor, segundo o médico, é não cansar o corpo e a mente com muitas regras como a hora do almoço ou a ir para cama.

3 – Livre-se do excesso de peso

Independente da raça, gênero ou nacionalidade, o excesso de peso é um fator que pesa contra principalmente na velhice. Hinohara sempre seguiu uma deita balanceada com muitos vegetais e carne magra apenas duas vezes na semana. Ele também tinha o hábito de misturar no suco de laranja – tomado pela manhã – uma colher de azeite de oliva. De acordo com o médico, o azeite é ótimo para as artérias e para a pele.

4 – Não siga tudo o que seu médico diz

Embora fosse médico, ele mesmo dizia que as pessoas nunca deveriam seguir à risca todas as recomendações dos médicos. Para ele, qualquer sugestão, como uma cirurgia, um exame mais invasivo ou até uma medicação mais pesada, deveria ser questionada antes. Muitas vezes, tratamentos alternativos com música ou animais poderiam ter efeitos mais positivos no tratamento de algum tipo de doença, segundo o especialista.

5 – Movimente-se

Mesmo com mais de 100 anos, Hinohara evitava pegar elevador e, sempre que possível, usava as escadas como forma de se movimentar. Para o médico, os músculos precisam trabalhar todos os dias.

6 – Planeje-se

Com uma agenda atribulada, Hinohara costumava ter seus dias muito bem planejados com objetivos claros e definidos, afinal, o planejamento evita ansiedade, aborrecimento e estresse.

*Hinohara morreu no último dia 18 de julho aos 105 anos de insuficiência respiratória. Ao longo de sua vida, sempre defendeu a medicina preventiva atrelada a um estilo de vida saudável como alternativa para se viver de forma mais plena.

 

Publicado em 31 jul 2017, 16h27
https://exame.abril.com.br

Alimentação

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Ela chega lá pelos 65 anos de idade. A maioria chama de “terceira idade”, mas o nome mais bonito que já deram para essa fase é “melhor idade”! E também, e não era pra menos: o Brasil hoje é um dos países com maior quantidade de idosos. Com certeza é um bom sinal de que nossa saúde está indo cada vez melhor. Outra coisa boa da “melhor idade” é que a maioria dos idosos consegue ter um tempo maior para fazer o que gosta, sem tantas obrigações como antes,e também dá pra cuidar melhor da saúde, que geralmente exige alguns cuidados especiais nessa fase.

A terceira idade geralmente chega trazendo algumas mudanças para o corpo. Veja alguns exemplos:

– menos apetite (paladar menos apurado, menos salivação e às vezes, menos mastigação por causa da queda de dentes). Por isso, é importante tomar cuidado para que não haja deficiência de nutrientes ;

– digestão lenta e acúmulo de gases (flatulência);

– ritmo mais lento para as mesmas atividades do dia-a-dia, o que pode significar menor gasto de energia e maior acúmulo de gorduras no corpo;

– maior risco de doenças crônicas como diabetes, obesidade, hipertensão, Mal de Parkinson, certos tipos de câncer etc.

Mas é bom lembrar que essas mudanças vão depender bastante do estilo de vida que o idoso adotou até agora (e também da tendência genética que ele herdou dos pais). Se ele manteve hábitos saudáveis, com certeza vai ser mais fácil envelhecer com qualidade de vida.

Veja só essas DICAS NATURAIS PARA AJUDAR A MANTER A SAÚDE E A VITALIDADE NA TERCEIRA IDADE:

1 – CASTANHA DO PARÁ E CEREAIS INTEGRAIS (arroz integral, aveia, trigo etc) SÃO BEM-VINDOS. Eles contêm zinco, importante para aumentar a sensibilidade do paladar e estimular o apetite;

2 – EVITE ALIMENTOS REFINADOS (feitos com farinha branca como pão francês, bolachas refinadas, arroz branco, etc) para melhorar a digestão e prevenir a flatulência;

3 – QUANTO MAIS LONGE DO AÇÚCAR, MELHOR. Tanto ele quanto os produtos refinados aumentam o risco de diabetes;

4 – VARIAR É SAUDÁVEL. Abuse das frutas, verduras e legumes de cores e tipos diferentes. Junto com essa variedade, vêm um monte de nutrientes diferentes, importantes para evitar deficiências nutricionais, comuns entre idosos. Grãos integrais também ajudam bastante;

5 – PORÇÕES MENORES, MAIS VEZES POR DIA. Diminua a quantidade das refeições mas coma mais vezes ao dia. Isso ajuda a dar a sensação de fome e aumenta o apetite;

6 – COMIDINHA LEVE E NUTRITIVA NO JANTAR. Faça uma refeição mais leve à noite (com vegetais e grãos integrais, como uma sopa ou um risoto de quinua, por exemplo). Isso ajudará a facilitar a digestão;

7 – MENOS SAL, MAIS ERVAS NATURAIS. Reduza o sal de cozinha e os produtos artificiais que contém sódio (como molhos e caldos artificiais, adoçantes à base de ciclamato de sódio ou de sacarina sódica etc). Para temperar, prefira as ervas naturais ou o gersal;

8 – UMA ATENÇÃO ESPECIAL À SAÚDE DOS OSSOS. Para isso, invista nas fontes naturais de cálcio (gergelim, brócolis, folhas verde-escuras, linhaça) e de magnésio (grãos de bico, banana, gergelim, castanha do pará). Não deixe de tomar sol, todos os dias também (pelo menos 15 minutos por dia, até 10h da manhã ou após 16h); ele ajuda o corpo a produzir vitamina D, que facilita o aproveitamento do cálcio dos alimentos;

9 – EVITE OS “LADRÕES DE CÁLCIO”, como as bebidas alcoólicas e café, chá preto e refrigerantes;

10 – CUIDE DO CORAÇÃO. Pra isso, as gorduras “do bem” presentes na linhaça, no azeite extra virgem, nas castanhas e amêndoas são imbatíveis. Eles ajudam a prevenir a aterosclerose e outras doenças cardiovasculares. As fibras do farelo de aveia, também ajudam muito, principalmente na hora de manter os bons níveis de colesterol;

11 – A FAVOR DO INTESTINO, prefira as fibras dos cereais integrais, fibra de trigo, farelo de aveia, dos brotos de feijão e alfafa, do bagaço de laranja… eles previnem a “prisão de ventre” e o câncer de intestino;

12 – MUITA, MUITA ÁGUA! Ela ajuda a desintoxicar, hidrata, facilita o trabalho do intestino e dos rins, entre muitas outras vantagens;

13 – MASTIGUE CO CALMA, várias vezes. Isso facilita a digestão;

14 – MEXA-SE. Atividade física faz bem pro corpo e pra mente. Faça com orientação profissional;

15 – PROCURE MANTER O BOM-HUMOR E OS MOMENTOS DE ALEGRIA E LAZER. Isso dá um bem-estar enorme, e a saúde vem de brinde!

Até a próxima postagem !

 

🙂 🙂 

Os cinco maiores arrependimentos no fim da vida

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Ana Claudia Quintana Arantes é uma médica especializada em ajudar pacientes terminais a ‘aprender’ a morrer. Nesta entrevista, ela fala sobre o desafio de se lidar com algo tão natural, porém, perturbador, como a própria morte.

A especialista relembra os cinco maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer. A lista faz parte do livro ‘Antes de partir: uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte’, da enfermeira australiana Brownie Ware.

‘Um deles é não ter demonstrado afeto. Passamos a vida construindo muros ao redor do coração da gente para ninguém perceber o que a gente está sentindo’, diz Ana. ‘A outra coisa é (se arrepender) de ter trabalhado tanto’. O último que é colocado é: ‘Eu devia ter me feito mais feliz’, que para mim resume todos os outros.

Os outros arrependimentos citados pela enfermeira australiana são ter vivido a vida que se desejava e ter estado mais perto dos amigos.

A pedido do Hospital Albert Einstein, a médica Ana Cláudia Arantes, geriatra e também especialista em cuidados paliativos, analisou a publicação e falou sobre cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira australiana.

  1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.

‘Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos, e muita gente tem de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomou, ou não tomou. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais’.

  1. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

‘Eu ouvi isso de todos os pacientes homens com quem trabalhei. Eles sentiam falta de ter aproveitado mais a juventude dos filhos e a companhia de suas parceiras. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho’.

  1. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

‘Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, acomodaram-se em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem realmente eram capazes de ser. Muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam’.

  1. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos.

‘Frequentemente, os pacientes não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até chegarem em suas últimas semanas de vida, e nem sempre era possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos e tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo’.

  1. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.

‘Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida – que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso ‘conforto’ das coisas familiares e o medo da mudança fizeram com que eles fingissem para os outros e para si mesmos que estavam contentes quando, no fundo, ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.’

Texto: Ana Claudia Quintana, médica geriatra | Bem Mais Mulher