Sobre Emello Treinamentos em Informática

A Emello Informática para Terceira Idade, foi criada em abril de 2011 para atender um público muito especial. Pioneira em dedicar-se exclusivamente a este público, desenvolveu uma metodologia totalmente diferênciada buscando exelência para transmitir aos alunos de forma simples o universo da informática e suas infinitas possibilidades. NOSSA MISSÃO Promover conhecimento, convívio e harmonia com as tecnologias, proporcionando assim uma melhor qualidade de vida.

O consumo de café na Terceira Idade

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Nos mais jovens os efeitos do café estão ligados somente a uma maior disposição. Já em pessoas com mais de 60 anos, a influência deste composto também reflete no apetite e na potência sexual. Homens e mulheres que consomem ao menos uma xícara por dia têm vida sexual mais ativa em relação àqueles que não o fazem.

Promoção do bem-estar com o consumo de café:
A cafeína também estimula a produção de serotonina, o hormônio do bem-estar e que regula nosso humor. E esta substância está diretamente ligada ao interesse sexual, uma vez que diminuem os riscos de surgimento da depressão, que ocorre com maior incidência nas mulheres e em pessoas com mais de 60 anos.

O Café e o câncer de próstata:
E um outro estudo, desta vez da Universidade de Harvard, comprovou que homens que tomam café regularmente têm 60% menos riscos de desenvolver câncer de próstata do que os demais. Isso ocorre porque a bebida contribui para a produção de insulina e de hormônios sexuais, relacionados aos tumores e evitando sua incidência.

O café é uma excelente arma sexual!
Uma vez que aumenta a disposição, influencia de forma positiva no interesse das mulheres pelo sexo e contribui para uma maior potência e apetite carnal em pessoas de mais idade. Sem contar que esta bebida é uma ótima aliada do bem-estar, impedindo quadros de depressão e doenças como o câncer de próstata em seus consumidores.

Mas como tudo nesta vida, nada de exageros! Tomar café em excesso pode ter efeito contrário ao desejado e causar uma série de problemas ao nosso organismo. Portanto, beba seu cafezinho de forma descontraída e moderada, como algo prazeroso de seu dia a dia, mas sem ultrapassar o limite recomendado.

O Café e o aumento na expectativa de vida:
Uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, revelou que beber de 3 a 4 xícaras de café por dia pode prolongar a expectativa de vida em 10% para homens e 13% para mulheres. O resultado deve-se à alta concentração de antioxidantes na bebida, substâncias que retardam o envelhecimento das células, protegem de mutações celulares e auxiliam no combate a radicais livres.O café é uma bebida excelente para nosso organismo e é daqueles alimentos que aquecem o corpo e a alma, mas lembre-se: como tudo na vida, deve ser consumido com moderação.

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A terceira idade no mundo digital

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Já vai longe o tempo em que a boa idade era tempo de inércia… Sabemos que o século XX presenciou um intenso desenvolvimento tecnológico. Com isso, o mundo, nos últimos anos, tem vivenciado inúmeros avanços e progressos tecnológicos.

Tais avanços têm se refletido em diversos âmbitos sociais, ocasionado, assim, a reconfiguração das relações sociais a das práticas cotidianas. Em função disso, o acesso ao mundo digital vem, continuamente, sendo algo presente nas práticas das relações sociais em diversas faixas etárias [público de diversas idades].

É nesse contexto que o uso do computador e, consequentemente, o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação – TICs tem crescido intensamente, sobretudo, no que tange ao público da terceira idade.

Durante muito tempo, a terceira idade, ou como muitos chamam, a velhice era sinônimo de inércia [falta de atividade/ movimento], de descanso [repouso], de ostracismo e de afastamento de diversos tipos de atividades. Diante disso, as pessoas pertencentes a essa faixa etária não praticavam inúmeros tipos de atividades, tais como: lúdicas, esportivas, etc. O que alçava esses sujeitos a um papel passivo nas práticas sociais do dia-a-dia.  Contudo, nos últimos anos, a sociedade tem passado por diversas modificações/ no âmbito das relações sociais, o que tem acarretado reconfigurações nos papeis sociais.

É nesse cenário, que a terceira idade passa a ser concebida como uma faixa etária comum e que pode desempenhar/ exercer seu/ sua papel/ função social.

É nesse cenário, também, que muitos idosos têm se dedicado a diversos tipos de atividades, tais como: esportes, atividades de lazer, cursos e, até mesmo, ao campo profissional. Em outras palavras, muitas pessoas dessa faixa etária se inserem novamente no mercado de trabalho, ainda que já sejam aposentadas.

No entanto, um aspecto que se destaca nas novas práticas corriqueiras do dia-a-dia desse público diz respeito ao acesso à informática e, por conseguinte, ao universo digital. Dentro dessa perspectiva, o acesso à internet, às redes sociais, a recursos de entretenimento, o uso de e-mails [correio eletrônico], compras virtuais, cursos na modalidade EaD, pagamentos de contas e outros recursos oriundos do âmbito digital têm feito parte da rotina cotidiana da terceira idade.

Essa utilização das TICs tem gerado inúmeros benefícios e facilidades para as mais diversas faixas etárias e, acima de tudo, para a terceira idade. O que reforça a perspectiva do computador como algo necessário.

Entretanto, o acesso ao mundo digital não se restringe aos benefícios da vida cotidiana, mas também abrange benefícios cognitivos. Isto é, o fato de levar o idoso a utilizar a mente e o intelecto, produzindo, assim, o conhecimento [dando sentido e elaborando significados a partir das informações recebidas]. Não se pode negar que, para uma grande parte de pessoas pertencentes a esse público, a utilização desses artefatos da informática ainda é um desafio. Dito de outra forma, o medo/ receio do novo e de algo contemporâneo é algo compartilhado por diversas pessoas da terceira idade. Além disso, muitos são refratários à informática.

Contudo, a nova perspectiva do acesso ao universo digital por parte da terceira idade alça esse público à condição de um sujeito ativo nas práticas cotidianas das relações sociais, o que transcende a perspectiva do ostracismo.

Silvio Profirio da Silva
Aluno do Curso de Letras da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br

Uma Terceira Idade Cheia De Estilo

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Como dizia Coco Chanel “A moda passa, o estilo fica”.

A essência da terceira idade é a sabedoria de vida, a experiência e a vantagem de ter passado por várias tendências de moda e estilo.

Muitos já observaram que a moda vai e vêm, se repete, se renova são releituras sendo feitas em cima de referências que já foram produzidas há séculos.

Com certeza muitas de vocês tem ou já tiveram no armário peças que foram e saíram de moda. O legal é que algumas dessas peças nunca saem de moda. Usá-las de forma diferente é o segredo de ter um estilo exclusivo.

O estilo é uma forma de representar o que você é. Quando nos descobrimos interiormente conseguimos transparecer na roupa em que usamos nossa identidade.

Aqui vão algumas dicas de looks que podem ser encontrados em qualquer guarda-roupa e usados de uma forma criativa, elegante e despojada.

Inspirem-se!

Saia Reta: Uma peça elegante e versátil. Escolha as que tenham um ótimo caimento. Uma das exigências na escolha de roupas para Terceira Idade é o conforto. Nesta composição você pode colocar o acessório que tenha a ver com o seu gosto pessoal.

O bom e velho vestidinho tubinho: Esta peça é super coringa. Toda senhora deve ter um no seu armário. Ele vai desde o clássico até o despojado. Coloque todo o seu charme e estilo. Escolha modelos que tenham em sua composição elastano eles trazem conforto.

Calças jeans e calças de alfaiataria.  As calças jeans são super versáteis e combinam com tudo. Escolha as que tenham na sua composição elastano e que fiquem confortáveis. Já as de alfaiataria, são clássicas e elegantes, com uma no armário você estará pronta para um evento que seja mais requintado.

A partir dessas peças você pode criar e recriar novas composições agregando acessórios.

Escolha sempre peças que a valorizem e que a definem. Lembrem-se sempre que a terceira idade tem em suas mãos a chave da sabedoria. Sendo assim, saiba que estar na moda é uma questão de estilo.

Consultora de Moda e Estilo Isabel Lameira Tadeu

Fonte: aterceiraidade.net

 

Ouvir e não entender: pode ser o início de perdas auditivas

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Para a maioria dos indivíduos com perda de audição, duas coisas estão acontecendo. Muitas vezes ao mesmo tempo.

Problema número um é o fato de ser incomum perder a capacidade de ouvir igualmente em todas as frequências e na mesma intensidade.

Na fala, os sons das vogais (A, E, I, O e U) são de frequências baixas. Geralmente, estas frequências ficam preservadas quando a perda é inicial. Normalmente, as perdas acontecem inicialmente nas frequências mais altas primeiro. As frequências mais altas são aquelas em que encontramos  muitos dos sons presentes nas consoantes.: S, F,X, V, K, P entre outras.

Ser capaz de ouvir sons de vogais é útil e irá alertá-lo de que o discurso está presente. Mas são os sons de  consoantes dão significado de fala, e ajudam você a distinguir uma palavra e ser capaz de ouvir diferenças sutis como por exemplo: “gato” , “pato”, “mato” e “bato “.

É por isso que tantas pessoas com perdas auditivas de alta freqüência provocadas pelo envelhecimento natural (presbiacusia) ou exposição excessiva ao ruído têm dificuldade em entender, mesmo quando sabem que o som está presente.

O problema número dois é a relação sinal/ruído. Em ambientes ruidosos e com conversas competitivas, a dificuldade de inteligibilidade de fala aumenta. O que prejudica ainda mais a compreensão do que se é dito.

Muitas vezes, a melhor solução para a perda auditiva de alta freqüência é o uso adequado de aparelhos auditivos. Eles podem amplificar as altas frequências que você perdeu sem amplificar os sons baixos. Além de terem hoje alta tecnologia para favorecer a audição modificando a relação sinal/ruído e adaptando a condição de escuta em diferentes tipos de ambiente.

Se você está sentindo algumas destas dificuldades que exemplificamos, procure um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo. Estes profissionais podem informar sobre as opções existem para o seu caso.

Fonte: Portal do Idoso

Caminhadas regulares, mesmo curtas, estão ligadas a menor risco de mortalidade

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Caminhar regularmente, mesmo que seja menos do que o mínimo recomendado para o condicionamento físico, está associado a menor mortalidade por qualquer causa em comparação ao sedentarismo, de acordo com novos dados de um grande estudo de coorte norte-americano de prevenção do câncer entre os idosos.

“Muita gente se sente desmotivada para iniciar uma rotina de exercícios, acreditando que teria de começar a correr ou fazer grandes esforços”, disse a primeira autora Alpa Patel, PhD, pesquisadora da American Cancer Society. “A simples caminhada fora de casa traz enormes benefícios à saúde”.

Andar a pé é “simples, gratuito, e não exige nenhum treinamento”, sendo “a atividade ideal para a maioria dos norte-americanos, especialmente à medida que envelhecem”, observam Alpa e coautores.

Seu novo estudo foi publicado on-line em 19 de outubro no periódico American Journal of Preventive Medicine.

Várias diretrizes norte-americanas determinam que os adultos devem fazer mais de 150 minutos de exercícios de intensidade moderada ou 75 minutos de exercícios de forte intensidade por semana para ter uma “saúde ideal”. Isto é considerado o mínimo necessário.

Porém, este novo estudo mostrou que 120 minutos ou menos de caminhadas de intensidade moderada por semana também aumentam a longevidade.

Em outras palavras, você pode ficar aquém da meta mínima necessária de exercícios para os adultos e ainda assim se beneficiar.

Não se trata de fazer uma “caminhada rápida”, nem de “flanar pelo supermercado”, enfatizou Alpa. O estudo avaliou a caminhada “a passo médio”.

Nesse ritmo, você pode “acabar aumentando um pouco a sua frequência respiratória, permitindo que você caminhe cerca de 1,5 km em 20 minutos”, disse a pesquisadora.

“Caminhar nesse ritmo é considerado uma atividade de intensidade moderada, e isso é o que muita gente não percebe,” observou Alpa.

Um pouco é melhor do que nada

Andar a pé é o tipo mais comum de atividade física realizada pelos norte-americanos, o que tem sido relacionado com menor risco de doença cardíaca, diabetes, câncer de mama e câncer de cólon. Mas o novo estudo é o primeiro a examinar apenas a caminhada (separada das outras atividades) em relação à mortalidade entre homens e mulheres mais velhos.

Para tal, Alpa e colaboradores revisaram dados de mais de 62.000 homens e 77.000 mulheres recrutadas na Cancer Prevention Study II Nutrition Cohort, que entrevistou reiteradamente os participantes por meio de questionários enviados pelo correio. O desfecho primário do estudo foi a morte por qualquer causa entre 1999 e 2013.

A média de idade dos participantes em 1999 foi de 71 anos para os homens e 69 anos para as mulheres. 

No início estudo, em 1999, 5,8% dos homens e 6,6% das mulheres informaram não fazer nenhuma atividade física de moderada a vigorosa. Estes participantes “sedentários” tiveram 26% maior probabilidade de morrer prematuramente em comparação aos participantes do estudo que faziam “alguma” atividade, porém menos do que a recomendação mínima supracitada (hazard rate ratio = 1,26).

Contrariamente, a maior frequência de caminhadas foi associada a menor mortalidade por todas as causas (hazard rate ratio = 0,80).

“Você constata um risco 20% menor de mortalidade”, disse Alpa sobre a comparação entre os participantes do estudo que alcançaram ou ultrapassaram a meta mínima recomendada, e aqueles que caminharam pouco (menos do que o mínimo).

As análises multivariadas foram ajustadas para outros fatores de risco como tabagismo, obesidade e doenças crônicas.

“Claramente, quanto mais você caminhar, melhor. Mas qualquer caminhada é melhor do //que não caminhar. O pior é ser completamente sedentário”, disse Alpa resumindo os resultados em uma entrevista ao Medscape.

O novo estudo traz “uma descoberta interessante, mas talvez não surpreendente”, disse Roger Fielding, PhD, professor de nutrição e medicina da Friedman School of Nutrition Science and Policy, da Tufts University School of Medicine, em Boston, Massachusetts.

“O cerne da questão é que qualquer atividade física, neste caso, menos de duas horas por semana de caminhada, confere benefícios substanciais e clinicamente significativos em termos de mortalidade”, disse Fielding por e-mail ao Medscape. 

Este benefício é acentuado nas pessoas que atingem ou ultrapassam as metas recomendadas pelas diretrizes para a atividade física, resumiu o pesquisador, reforçando o que disse Alpa.

Há também uma relação proporcional entre a dose e a resposta em termos da frequência da atividade física feita durante mais de dois anos, inclusive a caminhada, na redução da mobilidade e do risco de degeneração funcional, acrescentou Fielding, citando o próprio estudo randomizado LIFE, publicado recentemente.

Alpa também apresenta os novos resultados em números absolutos, embora advertindo que estes números não estão controlados por fatores de confusão. 

A incidência geral de mortalidade padronizada pela idade para os participantes s/edentários é de 4.293 por 100.000. Esta mesma incidência é de 2.851 entre aqueles que andam menos do que o mínimo recomendado. Isto representa 1.442 mortes a menos por 100.000 pessoas do que para os participantes inativos. 

A incidência cai ainda mais entre aqueles que alcançaram e ultrapassaram as metas recomendadas de atividade física: foi de apenas 2.088 por 100.000 participantes entre os que caminhavam uma ou duas vezes mais do que o recomendado. “Considero estas reduções de risco importantes”, concluiu Alpa. 

A pesquisadora também disse ao Medscape que faz caminhadas diárias ao longo dos 300 metros de calçada na sede da American Cancer Society, em Atlanta, durante a sua jornada de trabalho, e nas imediações do Centennial Olympic Park

Seus colegas de trabalho fazem o mesmo. “Atualmente, muita gente faz reuniões caminhando, em vez de ficar sentada no escritório”, disse a pesquisadora. 

 ///Am J Med Ant. Publicado on-line em 19 de outubro de 2017.

Fonte: https://portugues.medscape.com

Adaptar-se ao envelhecimento garante mais qualidade de vida na terceira idade

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Ter uma terceira idade feliz depende de vários fatores, mas principalmente da forma como o idoso se percebe nessa fase da vida e da sua capacidade de se adaptar as mudanças e transformações próprias do envelhecimento.

A capacidade de poder realizar as atividades cotidianas, desde as mais básicas como alimentar-se, tomar banho e andar, até as mais complexas como administrar as finanças e realizar atividades de lazer são fundamentais para uma vida plena. Para isso o idoso precisa estar com suas plenas capacidades físicas, mentais e emocionais, a fim de poder cuidar da própria vida e dar sentido para a própria existência.

Para algumas pessoas há o medo da velhice, da solidão e o senso de sentir-se menos competente para realizar suas atividades cotidianas ou sua capacidade de tomar decisões e governar sua vida influencia na maneira como cada um enfrenta e vive o envelhecimento.

Idosos que não conseguem se adaptar a essas mudanças acabam se isolando socialmente diminuindo a interação com outras pessoas, o que pode levar a perda da satisfação com a própria vida, do prazer e da motivação, comprometendo suas capacidades físicas, intelectuais e emocionais.

Para os indivíduos que apresentam alguma doença crônica, como diabetes, colesterol alto, artrite reumatoide, hipertensão, adaptar-se ao processo de envelhecer juntamente com essas doenças pode ser mais trabalhoso, mas não impossível, além de ajudar a diminuir o impacto da doença na qualidade de vida e evitar maiores comprometimentos.

É necessário reavaliar as possibilidades, redefinir metas e alterar estratégias de enfrentamento do ambiente e dos próprios sentimentos para poder se adaptar as novas demandas dessa fase da vida e vive-la da melhor maneira possível, mesmo que acompanhada de doenças crônicas e limitações físicas.

Com o aumento geral da população idosa, torna-se importante garantir aos idosos não apenas maior longevidade, mas felicidade e satisfação com a vida. Pesquisas são realizadas no mundo todo com o objetivo descrever os fatores associados ao grau de satisfação com a vida entre a população de idosos.

Um estudo recente publicado, em janeiro de 2014, no Canadian Medical Association Journal pesquisou a relação entre o prazer com a vida e o declínio da função física em idades mais avançadas. Participaram 3199 homens e mulheres com idade acima de 60 anos.

Nesta pesquisa foi verificado que pessoas que tem mais satisfação com a vida, ou seja, que expressam sentimentos de felicidade e prazer vivem até 8 anos mais e em condições físicas melhores do que as pessoas que não estão satisfeitas com suas vidas.

Em 2012, um estudo realizado por pesquisadores da University College London (UCL), no Reino Unido, conclui que os idosos que gostam da vida tendem a viver mais e com uma condição física melhor do que os indivíduos infelizes. Os pesquisadores avaliaram até que ponto eles tinham dificuldade em realizar atividades diárias, como tomar banho ou se vestir, o estudo descobriu que as pessoas que tinham um baixo senso de bem-estar foram três vezes mais propensas a ter problemas em realizar atividades diárias.

O estudo mostra que pessoas em idades avançadas e que estão felizes e aproveitam a vida mostram declínios mais lentos na capacidade física. Ou seja, conseguir adaptar-se as mudanças ao longo do processo de envelhecimento e encontrar formas alternativas de aproveitar a vida e ficar feliz com o que realiza contribui para uma vida mais longa e saudável.

Escrito por Roberto Miranda Geriatria – CRM 64140/SP, em conjunto com Mariela Besse, terapeuta ocupacional do Instituto Longevità. Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Afiliada à Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo. Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Fonte: minhavida.com.br

A Confusão Mental dos Idosos

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Arnaldo Lichtenstein é médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele tem algumas simples recomendações, porém muito importante para você e quem você quer bem:

“Durante as aulas de clínica médica que ministro aos estudantes do quarto ano de Medicina, a certa altura, faço a seguinte pergunta:

  • Quais as causas mais comuns de confusão mental nas pessoas idosas?
  • Alguns tentam adivinhar: “Tumor no cérebro”.
  • Eu respondo: “Não”.
  • Outros arriscam: “Mal de Alzheimer”.
  • Novamente, respondo: “Não”.

A cada negativa os alunos vão demonstrando espanto…. E ficam ainda mais boquiabertos quando menciono os três motivos mais comuns:

  • Diabetes fora de controle;
  • Infecção urinária;
  • A família foi passear e deixou o avô e a avó em casa, para não se cansarem.

Embora pareça brincadeira, não é não! Como o avô e a avó não sentiram sede, não ingeriram líquidos.

Quando não há ninguém mais em casa para lembrá-los de tomar água, chá ou um suquinho, eles desidratam-se rapidamente.

A desidratação pode vir a ser grave, afetando todo o organismo. Pode causar confusão mental repentina, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, angina (dor no peito), coma e até o óbito.

Atenção: isso não é brincadeira. O processo natural de envelhecimento faz com que, na terceira idade – que começa aos 60 anos – tenhamos pouco mais de 50% de água no organismo. Portanto, os idosos têm menor reserva de líquidos.

Para complicar mais o quadro, mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água porque, muitas vezes, há certa disfunção nos seus mecanismos de equilíbrio interno.

Conclusão:
As pessoas idosas desidratam-se com mais facilidade não apenas porque têm menos reserva de água, mas também porque não se dão conta de que necessitam de água. Mesmo que o idoso seja saudável, a falta de líquido reduz o desempenho das reações químicas e funcionais de todo o organismo.

Por esse motivo, aqui estão dois alertas:

  1. O primeiro é para as pessoas idosas: fiquem bem conscientes do hábito de tomar líquidos, mesmo no inverno. Por líquido entenda-se água, chás, água de coco, melancia, sucos, melão, abacaxi, tangerina, gelatina, laranja, leite, sopas… O importante é, a cada duas horas, ingerir um copo ou uma xícara com líquido. Lembrem-se bem disso!
  2. O segundo alerta é endereçado aos familiares: ofereçam, com bastante frequência, líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, prestem atenção. Caso percebam que estão rejeitando líquidos e, que, de repente, ficam confusos, irritadiços, alheios ao que se passa ao redor, cuidado! É quase certo que sejam sintomas de desidratação. Deem-lhes líquidos e procurem logo atendimento médico”.

Fonte: tudoporemail.com.br